A Jornada do Herói e sua temática são abordados com frequência nas mais diversas áreas. Nas artes, especialmente no cinema e na literatura, na mitologia, na filosofia, e em estudos sobre o ser humano, especialmente na psicologia de Carl Gustav Jung. Mas será que são vistos pelo mesmo prisma em todos esse âmbitos? Podemos afirmar que não.
Aqui, a visão que nos guia, é tecida principalmente pelos trabalhos de Joseph Campbell, importante estudioso de mitologia comparada e propositor da jornada, e autores da psicologia Junguiana que estabelecem relações entre a jornada heroica e o processo de individuação, proposto por Jung.
Embora algumas pessoas associem o heroísmo com bravura e luta através da força física tal qual um guerreiro de combate, a definição da jornada heroica de Campbell, James Hollis e outras figuras centrais sobre o tema, apontam o heroísmo como uma jornada essencialmente interna. Uma busca de si, um processo de tornar-se, histórias e experiências de seres humanos buscando viver com mais inteireza.
A jornada heroica pode também envolver algum tipo de luta e bravura física, mas este é apenas um dos elementos e formas possíveis de vivenciá-la. No entanto, a bravura é, em muitas circunstancias, expressão simbólica de forças psicológicas, no enfrentamento de algo que vai além de seu ego e de sua consciência. Heróis e heroínas são aqui, o homem ou a mulher que ultrapassam de alguma forma, suas limitações históricas pessoais e locais, ultrapassam seu mundo conhecido, consciente e retornam a seu mundo renovados.
